domingo, 7 de abril de 2024

a SMO, Guerra na Europa


O que afirmamos está presente no Pensamento de grande parte da Sociedade em que vivemos, o nosso trabalho individual constitui uma recolha, de certa maneira agrupada (composta), da forma como entendemos o Mundo que percepcionamos, assimilamos e acomodamos.

A leitura deste artigo não dispensa a leitura de: Situação de guerra na Europa: USA-NATO-Ucrânia

Qualquer país deve ter presente o percurso da História (sociológica, política, económica, cultural, científica, tecnológica, etc.), deve observar e considerar os países condutores na vanguarda do processo-histórico que se desenvolve no Planeta nas últimas gerações, todo o desenvolvimento social e humano.

Numa Europa governada por desmiolados e corruptos, fantoches ou idiotas, os povos não se apercebem do que acontece à sua volta, pois as suas cabeças ocas absorvem avidamente a desinformação programada através dos Média para criar o Medo, o medo de uma guerra contra um apontado inimigo, um Invasor.

Após a WW2 foi retomado e desenvolvido o mesmo objectivo a combater (a USSR), o Inimigo imaginário (alterado sempre que conveniente, agora a Russia, depois a China ) - um dito Invasor, ou Invasor potencial, - que foi alimentado e renovado pela actualização dos conflitos em curso em cada momento, mantido pela potência hegemónica, pelos USA, país que se fez detentor da Moeda de intercâmbio internacional (pela sua simples impressão permanente), controlador dos Negócios internacionais, Troca ou Venda de qualquer Produto, portanto também do Armamento, e dos fabulosos (em todos os sentidos da palavra) Média e 'Sistemas de Controlo de Informação' (controlo inteligência=espionagem), construindo com os recursos assim obtidos, o Império da Mentira, capaz de apoiar, manter ou incentivar Guerras Permanentes entre e com todos os Povos que tentam escapar ao seu domínio, seja por si, na NATO, com ou pela NATO. Evidentemente que há Povos que, como o Ser Humano, prezam a sua Liberdade e não podem aceitar uma tal sitiuação internacional.
Para manter a hegemonia o Inimigo-imaginário tornou-se essencial, fundamental para perpectuar a supremacia do Império que o inventou pelas fábulas criadas e renovadas a cada instante através dos Sistemas Média e Controlo da Informação, domínio Cultural e pensamento único.

Podemos avaliar uma Aliança com o Sumo (hegemonia, supremacia) pela Psicologia de Grupo, ou de modo muito semelhante, tal como o funcionamento de uma matilha. O canil ansioso de caçar com o seu (Sumo) dono ou pelo seu dono. Os mais frágeis caniche são os que mais ladram, que mais veneram e cegamente seguem o seu dono, até contra os seus parceiros mais fortes quando estes pretendem dominar os seus pares no canil. Se o Sumo afirma que o 'Caniche' é cão maior e mais forte que um 'Pit bull', com o replicar desta afirmação no canil, toda a matilha logo o passa a reconhecer como Verdade Absoluta, contra tudo e contra todos, mesmo perante os de fora do canil: esta conclusão faz parte da Psicologia de Grupo. Isto é essencial para se compreender o comportamento dos Estados que compõem a NATO como daqueles que se lhe pretendem aliar. Dizendo Estados queremos dizer sobretudo os seus governantes, mas também os Povos que representam, pois estes são os que os suportam (e alguns os escolheram entre os seus pares), porque foram dominados pelas fábulas criadas e renovadas a cada instante.

Os povos

Os Povos europeus encontram-se imbecilizados pela (in)formação cultural em formatação constante, pensamento único, levada a cabo pelos Média, 'Sistemas de Informação', sobretudo pelas Academias e por Sistemas de Ensino conformados pelo Poder Imperial, a partir dos quais o esvaziar das cabeças imposto por uma "escolástica académica baseada na vassalagem" e dominada por hierarquias de citações (ainda a psicologia..., do Grupo ao qual se pretende 'ascender' ou nele ascender), e, por uma Cultura reles proveniente e apresentada como Supra-Sumo do mais Iluminado dos Impérios de todos os tempos: produtos sempre dominantes nos Média e nos Sistemas de Informação controlados e diversificados na ocupação do lazer, como também na aprendizagem e ocupação lúdica dos jovens, sabiamente distribuída pelos vários níveis etários. Não devemos esquecer que nas 'democracias', como as dos países europeus, os Povos votam nos seus pares. Todavia, na União Europeia os seus governantes nem são eleitos, são apenas seleccionados e nomeados pelas elites: na Europa vivemos numa Auto-aristrocracia oligárquica. Portanto, nestes termos, os Povos europeus encontram-se bem preparados para servirem as forças armadas, numa mobilização total, 'serviço militar obrigatório' como 'carne para canhão'.

As elites

Nesta parte da Europa, submissa através da NATO, todos os níveis de académicos (até e além do doutorado, agora 'cristalizado no ChatGPT' e semelhantes formas ditas de IA) foram reduzidos ao "patamar pedagógico da Educação de Infância": jogos de infantis, ditos de criatividade e do brotar do 'saber-a aprendizagem'; metodologias de pseudo-investigação, "centros de ciência viva"; passeios como visitas congressos, 'workshops', 'residências', etc..
Os Países mais submissos, e até as suas 'empresas públicas' e Fundações, há vários anos que 'investem'..., financiam com dezenas (senão centenas no total: Harvard, MIT, etc.) de milhões de euros anuais as Universidades dos USA para 'formação (formatação)' de doutores (PhD), que serão, logo à chegada ao país, quadros académicos e políticos: uma forma de dizer 'compram doutoramentos para os doutorandos seleccionados pelos Partidos políticos. Claro que essas universidades atribuem os títulos académicos requeridos, quaisquer que sejam os resultados da 'formação'..., não se arriscam a perder os milhões de financiamento oferecido pelos parolos.
De um modo geral (muito raras excepções), em termos académicos, técnicos, tecnológico-insdustrial, os 'formatados' PhD (in USA) são absolutas nulidades que nunca conseguiram realizar nada que se possa ver ou dar conta, mas ocupam os postos de decisão chave do país, políticos e académicos, até mesmo na Investigação, onde podem tomar decisões politicamente importantes para aqueles que os promoveram (tanto mais verdadeiro na economia, na computação ou na informática, ou em qualquer tecnologia industrial). Cortando assim um franco desenvolvimento do país, pois os que ocupam os postos de decisão chave impedem aqueles mais capazes de progredirem no desenvolvimento do Conhecimento e das Tecnologias, do Saber-Fazer.
De modo inteiramente semelhante ao exposto os Quadros Superiores das forças armadas dos países da NATO, formatados pela formação obtida nos USA-NATO obtiveram as suas graduações em plena conformidade, alguns mesmo condecorados pelas intervenções militares desenvolvidas..., e não merece a pena desenvolver mais sobre a especificidade da questão. Portanto, as elites europeias estão 'formatadas' em conformidade e nos termos da USA-NATO, assim também os Quadros Superiores das suas forças armadas estão, na sua conformidade, 'perfeitamente "preparados"' para participar numa Guerra como fieis servidores da sua Causa.

...e a Questão militar

Qualquer Ser, minimamente inteligente, avalia as acções de um adversário em conformidade com o que Ele próprio faria. Assim, a Russia avançou com as suas forças armadas para uma ajuda efectiva aos Povos seus irmãos no território governado pelo regime da Ucrânia (Kiev), quando, e só quando, se considerou efectivamente capacitada para dominar por completo, sem necessidade de recorrer ao armamento nuclear (a sua defesa última), mas em quaisquer condições e circunstâncias, as poderosas forças armadas dos USA-NATO, as quais vinham avançando rapidamente (e brutalmente, Yugoslávia, agora Donestsk, Lugansk) para leste até atingir as suas próprias fronteiras.
Não foi possível à Russia defender os Estados seus irmãos em 1999, quando da intervenção da NATO na Yugoslávia, porque não se considerava então em condições de o fazer. Nem no armamento, nem na logística, nem na economia. Havia que preparar o país para se defender dos USA-NATO, sabendo que o Mar Negro e a Crimeia seriam dos primeiros objectivos da NATO para desfazer a Russia em pequenos territórios (ditos independentes) mais fáceis de dominar, num confronto programado pelos USA-NATO desde o colapso da USSR. Neste sentido, a Ucrânia apresentava-se como o aliado fundamental para o avanço progressivo da NATO, já antes e ainda mais depois de goradas as tentativas manipuladas pelos USA no leste do Mar Negro: na Chechenia (1994/96) - 99/2000, e depois na Geórgia (2008), esta última crise muito mais depressa resolvida devido à mudança de direcção política na Russia. De facto, ainda antes das forças do regime de Kiev avançarem para a guerra em (17, 20, 23) Fevereiro de 2022, os USA-NATO desencadeou intervenções 'políticas' fomentando e incitando 'revoltas' e 'revoluções coloridas' na Bielorussia (após as eleições) e depois no Cazaquistão.
Referindo apenas os avanços USA-NATO na Europa, a Ucrânia foi transformada num Laboratório de doutrinação nacionalista, recuperada a ideologia Nazi, através de ONGs e instalação das agências dos UK-USA preparando as mentalidades e os grupos necessários ao Golpe de Estado (Maidan) desenvolvido pelas agências dos USA (John McCain, Victoria Nuland, etc.), entre Novembro de 2013 e concluído o Golpe em (20-24) Fevereito de 2014. Era evidente que os Povos russos do leste e da Crimeia não iriam aceitar os golpistas. A Russia percebeu a manobra dos USA-NATO com o Golpe, e conhecendo que o principal objectivo dos USA era dominar a Crimeia e o Mar Negro, de imediato apoiou o Povo da Crimeia na sua inciativa de independência, o que veio a acontecer em Março de 2024. A Crimeia tomou uma decisão soberana, de Autonomia (em conformidade com a Carta da ONU, Direito Internacional), um Povo pertencente a um território, um território que é o seu.
Outros Povos russos do leste do território (da manta de retalhos conhecida por Ucrânia, que foi criada com o colapso da USSR), foram capazes de se organizar e declarar a sua indepedência do regime imposto pelos USA-NATO (Nuland) em Kiev: Donetsk e Lugansk, sendo que noutras regiões do leste também de Povos russos, o regime Nazi de Kiev conseguiu reprimir as manifestações de protesto contra o Golpe, e em Odessa, com massacre e destruição.
Contra os Povos das regiões que declararam independência, Kiev lançou uma guerra com o apoio dos USA-NATO, enqunato a NATO instala os seus campos de treino e fortificações em todo o território dominado pelas forças de Kiev, desde a fronteira com a Polónia, Karkov e Odessa, até ao Mar Negro. Parte da História destas 'preparações' (como em Yavoriv), embora muitas referências tenham sido apagadas (Zhytomyr, Ochakiv, etc.), ainda podemos encontrar no Sítio U.S. European Command, e https://www.eucom.mil/topic/ukraine  .
E no Sítio da NATO, para Conhecer a intervenção na guerra actual dos USA-NATO, procurar por Ucrania em, https://www.nato.int/

Em Novembro/Dezembro de 2021 a Russia avança com a proposta de uma solução negociada, diplomática, apresentando aos USA-NATO a sua proposta de resolução do problema sobre o não cumprimento dos acordos de Minsk, com a discussão negociada entre as principais Potências envolvidas (USA-NATO, Russia) de um acordo de Segurança Mutua Universal, recebendo respostas negativas quanto a estabelecer qualquer negociação.

Em 4 de Fevereiro de 2022, em Pequim, a Russia e a China assinam o Documento que irá decidir o desenvolvimento futuro próximo da Humanidade, nas Relações Internacionais: "Joint Statement of the Russian Federation and the People’s Republic of China on the International Relations Entering a New Era and the Global Sustainable Development" (http://en.kremlin.ru/supplement/5770?s=08). Este Documento marca a data e define os principais intervenientes e Instituições internacionais envolvidas na mudança Política do relacionamento entre os países do Planeta, elementos essenciais da Estadística para um Mundo Multipolar.

Entre 17 e 20 de Fevereiro de 2022 a Russia assiste aos preparativos para o avanço das forças nazis de Kiev - com os bombardeamentos em aumento progressivo - para um preparado genecídio (como veio a suceder em Gaza pelas forças USA-Israel, Palestina em 2023) das populações de Donetsk e Lugansk, imediatamente a Russia tomou as medidas necessárias para pôr termo à situação de guerra na Ucrânia que durava desde 2014, sabendo que o objectivo principal dos USA-NATO, desde o inicio do avanço da NATO para leste, seria ocupar a Crimeia, como preparação para dominar o Mar Negro e avançar para desfazer a Russia.
Em 24 de Fevereiro de 2022, a Russia adiantou-se à acção planeada pelos USA, as forças armadas russas avançaram em apoio das novas Repúblicas reconhecidas pela Russia dias antes. Esta acção da Russia, muito antes de ter sucedido, já estava apelidada pelos USA-NATO por 'Invasão', mas constituiu apenas uma antecipação à intervenção das forças dos USA que, haviam preparado pelos Média a 'formação' uma 'opinião pública' internacional para uma 'resposta' da força aérea dos USA a essa 'invasão' russa. Várias agencias internacionais de Marketing tinham preparado a PsycOp que estava em curso desde os finais do ano de 2021, que afirmava que a Russia ia invadir a Ucrânia, apresentava mapas e tudo o mais. Para parecer credível, a PsyOp preparou abaixo-assinados 'Contra a Invasão Russa', de milhares personalidades de Instituições públicas (universidades) dos vários países da NATO, que estavam prontos e assinados no próprio dia 24 de Fevereiro. A actuação dos bombardeiros dos USA não seria mais que uma acção de defesa da Ucrânia perante uma 'invasão' russa.
Assim assistimos em directo pelas TVs às 'reportagens' a partir da ilha Terceira (Base aérea dos USA em Portugal) nos Açores, e também em directo a partir de Kiev ao que parecia vir a ser algo como o que passou no bombardeamento da Yugoslávia pelos USA-NATO. A base aérea dos Açores estava repleta de aviões que previam intervir a favor de Kiev contra uma 'imaginada invasão russa'. Mas afinal a Russia já se havia antecipado e entraram pelo aeroporto de Kiev, tendo destruído muito material nos restantes - mas a 'reporter' anunciava a partir de Kiev que as tropas do regime de kiev, no aeroporto, tinham vencido as tropas russas, ao contrário do que estava a suceder, pouco depois calou-se e nunca mais voltou a falar. Nos Açores, a 'reporter' lastimava-se porque afinal ao fim da manhã do dia 24 de Fevereiro, os aviões dos USA progressivamente levantavam voo, mas viravam (para sentido Oeste) e regressavam aos USA.  
Na verdade, sabiamos pelos meios de comunicação internacionais que, bem no início de Fevereiro de 2022, uma frota russa tinha sido colocada no Atlântico para exercícios de tiro, mas estava muito próximo ou mesmo dentro da zona económica da Irlanda, cujo governo solicitou o seu afastameno mais para Oeste para não prejudicar os recursos de pesca do país. A Russia acedeu e afastou os seus navios mais para Oeste, situando-se a Norte do Açores. Como é evidente na frota de navios de guerra havia submarinos atómicos, possivelmente alguns bem perto da costa Este do continente americano. Certamente as forças russas do Báltico, do Pacífico e do Ártico, estariam também em alerta de prevensão.
Como foi noticiado, algum tempo depois de iniciada a SMO russa, um porta aviões dos USA entrou no mar báltico e, pouco tempo depois um dos submarinos nucleares russo emergiu das águas do Atlântico, bem em frente à zona militarmente mais sensivel dos USA.   
E quando o presidente dos USA esteve na Polónia, logo após o início da SMO, a Russia apresentou, pela primeira vez no conflito, uma arma hipersónica (o Kinzal), destruindo o contingente militar de uma das mais importantes bases da NATO no território da Ucrânia: Yavoriv, a 15km da fronteira com a Polónia, deixando muitas centenas de baixas (e talvez mais de 200 mortos), além da destruição de equipamentos e munições. Biden admirado comentou a incrivel velocidade do missil, pois a arrogância de superioridade dos USA não lhes permitia acreditar nos anúncios das novas armas (hipersónicas) criadas pela Russia, com anúncio e divulgação desde 2017/18. Arrogância também, muito mais parola e completamente ignorante da Comissão Europeia que, no Parlamento europeu, argumentou que a Russia buscava retirar os circuitos electrónicos das máquinas-de-lavar ocidentais para criar armamento mais capaz.
Os USA-NATO e a UE afirmaram então que seria no campo de batalha que a Russia seria destruída. Verdadeiros idiotas, pois se tal fosse possível de suceder, antes disso certamente que a Russia estaria a usar o armamento nuclear. Razão pela qual a cada momento mais sensivel do conflito, os USA e os países da UE reafirmam que não estão em guerra com a Russia, não haverá tropas da NATO no campo de batalha.
Como foi afirmado a SMO constitui uma acção militar, mas de enorme envergadura, uma 'guerra' nada como dantes, nunca houve semelhante desafio. A Russia sabe que está a lutar contra todo o aparelho militar dos USA-NATO e restantes Estados que, com Medo, fornecem tudo o que lhes é pedido (exigido), desde material militar, informação, equipamentos, logística, apoio humanitário, etc.. Os USA dirigem todas as actividades do regime de Kiev e controlam todas as acções das forças armadas nos campos de batalha, definindo os seus objectivos pelas aquisições de informação da CIA no terreno, mas sobretudo pela informação fornecida por satélite e pela força aérea USA-NATO que constantemente percorre o Mar Negro e os países vizinhos. Como é evidente conhcendo bem esta situação a Russia mantém as suas forças armadas profissionais bem preparadas e muito bem equipadas (o melhor do equipamento), e distribuídas pelos pontos chave do país e dos oceanos. E, na linha-da-frente, com cerca de 1200 a 1500 km, mantém as forças operacionais das regiões do Dombas e das suas forças que, no conjunto, serão apenas 10% ou 15% do total das suas forças armadas. Todo o restante 85% a 90%, está ou de prevenção, ou estudando, praticando, treinando...
As forças armadas de qualquer país, como fez a Russia, na actualidade, tem de ser composta por profissionais altamente qualificados, em matemática (geometrias), engenharias várias, electrónica, computação, sociologia, psicologia, medicina, etc.. Um profissional para lidar bem com os equipamentos modernos e resolver de imediato as situações (que diferem a todo omomento) tem de ser recrutado como voluntário, ingressar na profissão por vontade própria. A mobilização, serviço militar obrigatório, só faz sentido pela defesa última do território, do Povo da nação, do Estado a que cada um pertence, senão é apenas 'carne-para-canhão'. E este é o caso dos que lutam pelo regime de Kiev, porque a Ucrânia é uma manta de retalhos de várias nações, na maioria o leste e sudeste até ao Mar Negro, é Povo russo, pela História, pela língua, pela cultura, pelos valores, etc.. Quem está lutando no terreno contra a Russia, não tem valores por que lutar, não tem ânimo porque está lutando contra irmãos numa 'guerra-civil', ou está como mercenário, ou defendendo o regime nazi pelos interesses do Mundo Unipolar, pelos objectivos estratégicos dos USA, tal como os países da NATO, onde as maiorias estão vivendo num Mundo Fabuloso de Fantasia criado pelos Média do Império da Mentira.

Claro que ainda há, também importante, a questão tática-estratégica no terreno, mas essa é uma prática dos militares. Não entramos nela, os melhores generais estudam o território e as suas gentes, escolhem e definem o terreno do campo de batalha, foi o aconteceu com a definição da linha-da-frente, que não esteve, nem está exactamente nos ditos 'dentes de dragão', mas bem mais à frente ou nas laterais dos locais escolhidos como ratoeiras.
 
Como afirmámos os USA-NATO-UE ficaram derrotados (nesta guerra = SMO) quando não aceitaram a proposta russa de negociação de um Tratado de Segurança Mutua em Dezembro de 2021. Nessa aocasião a Russia já tinha a certeza da capacidade do país (militar, económica, etc.) para vencer uma guerra, que seria completamente diferente de todas as guerras anteriores - qualquer que fosse a guerra, pois os USA-NATO acabavam de ser derrotados por 'pastores com espingardas', - sem necessidade de intervenção das forças nucleares, apenas as utiliza como forças estratégicas, que são muito superiores às Ocidentais. E a maioria do novo armamento anunciado (não nuclear), o mais poderoso, ainda nem sequer foi usado na SMO, porque a situação continua a ser extremamente crítica, muito perigosa, porque o estrebuchar de um Império é semelhante a uma fera ferida. A Russia está, tem de estar prevenida contra uma loucura Ocidental.
 
Mas então... Qual é o objectivo da Guerra que os USA-NATO fazem por procuração contra a Russia?  Manter o Império (decadente), manter o Mundo Unipolar. Como? A resposta necessita maior desenvolvimento.
...porque a Questão essencial não é militar.

Repetimos, a  leitura deste artigo não dispensa a leitura de: Situação de guerra na Europa: USA-NATO-Ucrânia

Faro, 7 de Abril de 2024

Noémio Ramos


Sem comentários:

Enviar um comentário

Notícias Informais

THOMAS MANN, A MONTANHA MÁGICA

  THOMAS MANN, A MONTANHA MÁGICA   Introdução Oitocentas páginas compactas de literatura envolvente. O autor bem nos avisa, logo de en...